de João Gollo
Os dois guris respiram aqui:
um badagá, o outro nãoE eles seguem zanzando aí:um pé descalço, o outro nãoE brincam de adulto na grama cerrada:um leva a cruz, o outro nãoE correm cantando na rua molhada:um leva a cruz, o outro não
Encontram um outro e conversam comida:um bem negrinho, um mais clarinho, o outro nãoE voltam o caminho da grama crescida:um no sapé, um quase lá, o outro nãoE vem a pratada que salva o dia:um contentíssimo, um gratissíssimo, o outro nãoE voltam pra rua como pra vida:um satisfeito, um tanto faz, o outro não.